Entrevista com Ashley, Xavier Samuel e David Slade na Espanha

28/06/2010 23:34

Aqui está uma entrevista muito interessante numa conferência espanhola de divulgação de Eclipse que rolou hoje e contou com a presença da nossa diva Ashley Greene, Xavier Samuel e o diretor David Slade. Vale a pena a leitura. Confiram:

Fonte: Suite101

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Como Eclipse, a terceira parte da saga “Twilight”, está prestes a estrear nas telas espanholas, Ashley Greene (Alice Cullen) e Xavier Samuel (O vampiro vilão Riley) viajaram até Madrid para apresentar o filme à imprensa espanhola, juntamente com o diretor especializado em filmes de terror, David Slade. A conferência de imprensa realizou-se num hotel em Madrid.

Ashley, se você tivesse que escolher entre Edward e Jacob como protagonista do filme, quem seria?
Ashley Greene: Tenho mais simpatia por Edward. Não digo pelo fato de interpretar um membro da família dele, e sim porque pessoalmente eu simpatizo mais com seu estilo garoto solitário, mas que também é romântico e delicado, que abre a porta do carro ou puxa a cadeira para você se sentar.

Os personagens são significativamente diferentes do filme para os livros. David, você esteve consciente de que existem essas diferenças?
David Slade: Sim, eu concordo, assim como aconteceu nos filmes anteriores. Como diretor, eu tento dar ao ator muito espaço para a criatividade. Bem, eu acho que esses personagens se desenvolvem e crescem e por isso, embora devam ser bastante semelhantes ao livro, ele também não serve como modelo absoluto.

Ashley e Xavier, o assédio dos fãs da Saga é muito intenso, embora seus personagens sejam secundários?
Xavier Samuel: Ah, sim, eles estão se voltando para nós, e no meu caso, eu sou um novato. No entanto, para mim é uma grande responsabilidade saber que estou na mira de alguns fãs que são muito exigentes, que conhecem o personagem dos livros e sabem de tudo, por isso espero não decepcionar. Parece uma situação muito estranha, porque estou começando minha carreira e, de repente, há espectadores o tempo todo avaliando o meu trabalho.

 

Ashley: Eu me sinto muito sortuda porque acho que os fãs adoraram a Alice em especial, minha personagem. E recebo constantes demonstrações de carinho, abraços e tal. É um pouco estranho ter fãs o tempo todo atrás de você, mas me sinto muito bem, sabendo que conto com o apoio do público.

Como foi a filmagem? Houve algum momento difícil?
Ashley: O pior foi o tempo, que era muito instável, e tivemos que fazer mudanças frequentemente. Para mim foi difícil de interpretar nas cenas com os lobos, porque eles são incorporados na imagem apenas na pós-produção, quando são realizados os efeitos especiais, portanto você tem que imaginá-los durante as filmagens, já que não estão presentes. Mas fazer o filme é bom, porque me encontrei novamente com o elenco, e nos tornamos quase uma grande família.

David Slade: Houve um paradoxo curioso, porque a minha vida toda quis gravar um filme que precisasse de tempo bom. Mas justamente neste não era necessário que o sol brilhasse muito, porque Edward é um vampiro, e não pode entrar em contato com a luz. Logo, o tempo tinha que estar nublado, mas no entanto ou fazia sol forte ou chovia muito, o que não valorizava as filmagens. Então nós tivemos que ser muito pacientes durante as gravações.

Xavier: Para mim a parte mais difícil foi as cenas de ação. Tivemos que treinar muito, e durante as gravações passávamos muito tempo na academia.

David, como foi o seu trabalho com o diretor de fotografia, Javier Aguirresarobe?
David: Javier Aguirresarobe é um profissional muito respeitado na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda não é muito conhecido. Eu já tinha visto o trabalho dele e o respeito muito. Tanto que pensei que ele não escutaria minhas instruções, quando soube que estaríamos trabalhando juntos. Mas fiquei surpreso. Acabou que ele escutava a tudo atentamente, fazia anotações, e fazia exatamente o que era solicitado, mas ainda melhor do que eu esperava. Os membros da equipe técnica achavam que ele era a pessoa mais sorridente durante as gravações. Eu aprendi muito com ele.

Existe entre os membros do elenco algum tipo de tensão, tendo em vista que todos são jovens talentos lutando para fazer um nome?
Ashley: Nenhuma. Pelo contrário. Existe um bom relacionamento entre nós, e acredito que apesar de sermos uma família, estamos abertos para acolher os recém-chegados ao elenco. Além disso, acho que a produtora tem uma política de contratação de pessoas cada vez mais simpáticas (risos). Não só eles são grandes atores, mas também boas pessoas. Desta vez o que aconteceu é que por conta das necessidades de produção, os lobisomens tiveram que gravar separadamente dos demais e quase não os vimos.

Xavier: Eu sou um novato e no começo me sentia um pouco intimidado. Pensava que não me aceitariam muito bem, afinal de contas interpreto um vilão. Mas acabei contagiado pelo espírito de família. Me dei muito bem com David Slade, o diretor.

Xavier, foi difícil para você interpretar um vilão?
Xavier: Nem um pouco, foi divertidíssimo. Acho que o mais importante é que Riley não é um vilão estereotipado, que represente a pura maldade. Trata-se de um vilão muito complexo, que tem uma motivação. Ele inveja os seres humanos, porque ele não tem humanidade e isso o deixa muito mal.

Os vampiros da Saga são um pouco moderados. Eles são baseados mais em “Drácula” ou nos moldes dos filmes da Disney?
David: Eu acho que eles são moderados na aparência. Nos livros eles são descritos como carnívoros, que comem carne de animais. Eles perseguem cervos e os despedaçam violentamente. Este elemento de violência está presente, sem que isso esteja estampado. Eu acho que eles são refinados na aparência, mas é importante ver que Edward tem esse lado perigoso.

David, você acha que os fãs da Saga vão gostar da adaptação no filme?
David: Crepúsculo é uma Saga que possui muitos fãs e normalmente eles são muito críticos de tudo. Existe sim alguma pressão, e uma grande responsabilidade. Tenho que ter em mente que estamos trazendo às telas os sonhos e imaginação de muitas pessoas. Eu tento não ficar muito nervoso, focar no roteiro, e fazer o filme da melhor maneira possível.

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