Entrevista com Anna Kendrick

14/08/2010 12:06

 

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Depois de ganhar uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante no ano passado por seu trabalho em Up in the Air, Anna Kendrick novamente oferece um apoio valioso como parte do elenco da adaptação hiper-cafeinada da história em quadrinho Scott Pilgrim vs the World de Edgar Wright. Então como uma atriz de 25 anos se sente sobre gravar como a irmã de Scott, Stacey, seu papel na comédia sobre câncer Live With It, e os rigores de uma temporada de Oscar que ela finalmente colocou para descansar? Ela contou ao Movieline.

Eu ouvi dizer que Edgar era um grande fã de seu trabalho em Rocket Science. Ele entrou em contato com você baseado nisso?
É, eu acho que sim. Nós tivemos uma reunião – meu Deus, foi há alguns anos, agora – e na verdade eram 6:30 da manhã, antes do meu vôo para ir filmar o primeiro filme Twilight. [Muito depois], eu fui ler para o papel de Stacey e fui contratada. Coisa padrão, mesmo.

Uma reunião às 6:30 da manhã não soa muito ideal.
É, eu  estava basicamente caindo de sono. Era tão cedo, e comida soava tão nojento para mim que eu achei que eu fosse vomitar na mesa do café da manhã. Mas acabou indo bem. Acho que foi uma primeira impressão boa o suficiente.

Como é o processo de filmagem de Edgar? Têm todos essas instalações breves e tomadas de meio segundo… foi uma experiência puxada?
Não deixou de ter seus novos desafios. [Risos] Foi definitivamente um jeito que eu nunca tinha trabalhado antes, então foi meio que um teste de habilidades. Você está fazendo um zoom de batida e na hora que chega tipo, na tomada vinte e cinco, você começa a ficar com vergonha na frente de todos os outros membros do elenco. Em um ponto, Mary Elizabeth Winstead virou para mim e disse, “Nem se preocupe com isso. É como um ritual de passagem. Você não é um membro do elenco de Scott Pilgrim de verdade até você fazer trinta tomadas de um zoom de batida.”

Agora, muitos dos atores do filme passaram mais de set meses treinando e gravando, mas você tem um papel menos em que você entra e sai, mas não tem nenhuma que lutar nada. Sua filmagem foi uma experiência mais “Eu vou lá por alguns dias, comer o que eu quiser do buffet, la la la”?
[Risos] Eu cheguei atrasada e eu definitivamente estava nervosa sobre o prospecto de sentir que eu não seria uma parte da família de Scott Pilgrim. Mas eu fiquei abismada como quão amigáveis todos foram. É um elenco tão jovem, mas eu acho que é um elenco de profissionais, então não tinha clima de panelinhas de jeito nenhum. Esses são atores e atrizes que trabalham duro, e eles estavam felizes por terem algum sangue novo.

É um elenco jovem, e um filme que é perfeitamente executado para pessoas jovens que cresceram com toda essa influência de videogames e gibis. Mas você acha que o público mais velho vai ter problemas com isso?
De jeito nenhum, na verdade. Minha mãe assistiu e achou incrível. Eu acho que quando as pessoas ouvem “É um filme inspirado por um videogame,” elas meio que ficam indignadas, mas eu não acho que qualquer uma das referências no filme deixam alguém de fora. Na verdade, eu acho que as pessoas pensam que o filme tem mais referências do que ele realmente tem, porque é tão inteligente e rápido e engraçado. Eu fico surpresa quando as pessoas falam, “Aquela parte foi tão engraçada, a que estava se referindo?” E eu respondo, “Não era referência a nada. Mais importante, você achou engraçado em primeiro lugar, então na verdade, não importa.”

Voce é o tipo de pessoa que percebe essas referências? Se tiver uma deixa para uma música de Legend of Zelda, você percebe?
Na verdade não. As pessoas falam sobre essas deixas de músicas de Sonic the Hedgehog e Legend of Zelda, e eu estou no filme, e eu não faço idéia do que eles estão falando. Isso não afeta a maneira que eu aproveito o filme, obviamente.

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Agora, a Comic-Con desse ano… foi a primeira vez que você foi?
Foi a primeira vez que eu fui e tive a experiência complete. Eu estive lá com New Moon, mas foi mais uma experiência focada em Twilight e nós meio que fomos sequestrados para o mundo Twilight. Essa é a primeira vez que eu fui no andar do centro de convenção, que é incrível.

Os fãs de TwilightScott Pilgrim são ambos muito específicos sobre o que eles querem ver adaptado na tela.
Honestamente, eu acho que nos dois casos, nós temos sorte de termos fãs que ficam felizes por ganharem vinte minutes só para meio que ter uma referência. Têm certas falas em Scott Pilgrim que não são da mesma cena nem do mesmo personagem [que são nos gibis], mas elas fazem sentido na história e eu acho que os fãs são o tipo de pessoas que vão ficar felizes que aquela fala ou momento entraram no filme. Eles não vão ficar criticando tipo, “Bem, na verdade, aquela fala estava no Volume 3, e Envy Adams a disse.”

Você está na comédia Live With It, com Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt. Diga-me um pouco sobre como você se envolveu, porque eu sei que houve uma mudança de diretor bem no começo. Você já estava no projeto antes de Nicole Holofcener deixá-lo?
Não, eu me encontrei com [o produtor] Nathan Kahane antes de Up in the Air estrear, e eu pensei que tinha sido uma reunião boa, mas eu ainda não estava oficialmente dentro até Jonathan Levine entrar. Ele tinha visto Rocket ScienceUp in the Air, e eu realmente queria fazer parte desse filme. Minha reunião com Nathan tinha sido meses e meses antes, e eu meio que fiquei desapontada por não ter ouvido nada com o tempo, mas na época do natal, eles me ofereceram e eu fiquei muito animada.

Agora, eu normalmente não pensaria em Nicole e Jonathan tendo muito em comum como diretores. O que ele trouxe ao projeto?
Eu não conheço Nicole pessoalmente, então eu não posso falar muito sobre isso, mas eu acho que Jonathan é uma daquelas almas incríveis que são inteligentes e sensíveis e engraçadas, e o filme tinha que ser todas essas coisas. É ótimo ter um diretor que atinja esse balanço entre idéias muito fortes e incríveis, mas também é aberto a contribuições. Ter Seth e Joe e [o produtor] Evan Goldberg e nosso incrível roteirista, Will Reiser, no set… é uma colaboração criativa muito boa.

E quem você interpreta nele?
Eu interpreto uma bem intencionada, mas inexperiente — e talvez não muito talentosa — agente social do personagem de Joe que tem câncer. Ela definitivamente é para estar ajudando-o, mas ela acaba sendo mais um obstáculo do que ajuda em certos pontos. Ela é muito entusiasmada, mas talvez ela não seja a ajuda pela qual ele procura.

Agora, eu pensei que você já tivesse acabado os filmes Twilight, mas no IMDb você está listada como parte de Breaking Dawn. Isso é um erro?
IMDb nunca mente, então… [Risos] Eu honestamente não sei. A verdade mesmo é que eu ainda não falei com [a roteirista] Melissa Rosenberg sobre isso.

Como você se sente sobre estar acabando essa franquia?
Eu sinto como se eu pude fazer as minhas gracinhas e tentar ser engraçada na época que me coube. Foi legal fazer parte de algo desde o começo, quando nós não fazíamos ideia de o que se tornaria, mas não é meu filme, não é a minha experiência, eu só fico feliz por poder compartilhar a viagem.

A propósito, como você se sente por star livre do desafio que foi o Oscar? Eu a entrevistei antes de Up in the Air estrear, e você disse que estava preocupada que fosse ter que dar tanta entrevista que você teria que lutar para que suas respostas não se tornassem mecânicas. Como você evitou isso? Foi exaustivo?
sim, foi bem cansativo. Eu dei entrevistas por tipo, uns seis meses, e começou a parecer que meu trabalho era falar sobre Up in the Air e não ser atriz. [Risos]

Seis meses… é provavelmente o dobro do tempo que levou para gravar o filme.
Definitivamente foi, é. Foi uma época muito esquisita. Eu fico meio feliz que aconteceu – quer dizer, obviamente eu estou feliz que aconteceu – mas eu meio que fui jogada no abismo, e agora eu me sinto confiante sobre a imprensa e eventos. Eu sinto como se eu devesse ter uma camiseta que diz, “Eu sobrevivi a promoção de Up in the Air.” [Risos]

Fonte: Movieline


 
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